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Como é bom recordar! Conheça os detalhes da nossa caminhada até esse grande sonho do nosso casamento.

Quando nos conhecemos, nem imaginávamos que um dia tudo isso acabaria como um final de conto de fadas, com a realização do nosso grande sonho: o casamento! O coração aperta, o dia está chegando, e começa a passar um filme de tudo o que passamos para chegar até aqui. E como é bom relembrar cada pedacinho da nossa história de amor.

Tudo começou num encontro que a vida preparou para nós. Mal sabíamos que nosso cupido Betânia, prima do Rodrigo, já estava começando a fazer seu papel. Num lindo dia ensolarado, a Betânia encontrou casualmente o Rodrigo pela rua, na frente da casa dele, e ela estava na companhia da Camila. Foi então que fomos apresentados e de repente nossa cupido nos olhou e disse: "E não é que vocês formam um belo casal!". Não sabíamos para onde olhavámos naquele momento, vermelhos de vergonha os dois. Eu, Camila, entrei no meu carro de cabeça baixa e procurei nem olhar para trás. Acho que se eu visse o Rodrigo novamente outro dia qualquer, nem lembraria da fisionomia dele.

Passados alguns meses, a vida nos proporcionou um novo encontro. Dessa vez foi na festa de 15 anos da Brenda, filha da Denise, que é prima do Rodrigo, nossa segunda cupido. Festa rolando, música boa, comidas e bebidas pra lá de bom, e de repente o Rodrigo viu um par de pernas indo em direção à mesa de doces. Sim! Um par de pernas! Foi somente isso que ele enxergou. Depois de alguns instantes paralisado, subiu o olhar e avistou a Camila de fato. Ali foi o primeiro "TUM" que o coração dele bateu por ela. A Camila, já pronta para se despedir das amigas Betânia e Denise, foi surpreendida pelas duas quando a colocaram na mesma mesa dos primos lindos que elas tanto faziam propaganda. E um deles, advinhem quem era? O Rodrigo! Parecia que a Camila estava vendo ele pela primeira vez, porque da primeira a vergonha foi tamanha, que nem lembrava da feição do rapaz. O Rodrigo ficou surpreso ao ver que o "par de pernas" estava agora sentado ali em sua mesa e tratou logo de me servir uma boa bebida e boa conversa. Dançamos a noite inteira. E o que mais me encantou no Rodrigo aquela noite foi a maneira como ele me fazia rir e me divertir e aproveitar aquele momento.E o que encantou ele? Ainda têm dúvidas? Ora...o par de pernas!

No dia seguinte, o Rodrigo me convidou para tomar um sorvete. "Nossa! Que romântico à moda antiga.", eu pensei. O sorvete acabou virando uma pizza de tanto que o Rodrigo chegou atrasado naquele dia para o encontro. Mal eu sabia que sempre seria assim dali para frente. Não se admirem se no dia do casamento eu chegar primeiro que ele na cerimônia! Nesse encontro, no restaurante Xícara da Silva, eu parecia que tinha engolido uma vitrola. Falei por mais de duas horas sem parar. Falei tudo da minha vida: família, profissão, , planos, desejos, enfim...o Rodrigo só me olhava, e de vez  em quando escapava um olhar para o bendito par de pernas! Claro que ele também falou. Pouco, mas foi o suficiente para ambos ficarem encantados com a vida um do outro. E ali já surgiu uma faísca que acendou o desejo de um dia poderem estar um ao lado do outro. 

Alguns dias se passaram quando os cupidos Betânia e Horácio David, irmão do Rodrigo, armaram um churrasco para que nós dois nos encontrássemos novamente. E foi então nesse dia, na casa da Betânia, que nós trocamos o primeiro beijo, que como diz o Rodrigo, selou a nossa história para sempre. 

Mas o namoro não começou aí. O Rodrigo me enrolou por 8 meses!! Sim! 8 meses!!! Mas como minha paciência é como a de Jó, eu soube esperar sabiamente o momento certo. Entre esses meses, nós nos encontrávamos para aproveitar momentos bons e até mesmo ruins, onde um dava força um para o outro. Muitas coisas boas, alguns desafios, mas como o amor sempre prevalece, Deus já tinha escolhido o Rodrigo para a Camila e a Camila para o Rodrigo, e nada mudaria isso.

Foi então que após esse longo período, o Rodrigo, sempre prudente e seguro de si, assumiu o namoro e eu já sabia desde aquele momento que seria para sempre.

Desde então passaram-se 3 anos, vividos dia a dia, construindo nosso carroussel! E como diz a linda música de Marcelo Jenenci, que esse carroussel "vá e vem, e não para nunca mais".